Acidente com ônibus em MG: maioria das vítimas estava sem cinto de segurança, aponta perícia

Investigações estão avançadas e devem ser concluídas em até 30 dias


Por Rota Araguaia em 09/04/2025 às 13:12 hs

Acidente com ônibus em MG: maioria das vítimas estava sem cinto de segurança, aponta perícia
Reprodução

Redação

A maioria dos passageiros que morreram no acidente com um ônibus de turismo em Araguari, Minas Gerais, não utilizava o cinto de segurança no momento da tragédia. A informação foi confirmada por Daniel Souza, chefe da perícia em Araguari, durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (9). O acidente aconteceu na madrugada de terça-feira (8) e deixou 11 mortos, incluindo duas crianças.

Segundo o perito, a dinâmica do capotamento dificultou a identificação dos corpos, já que, após virar na pista, o ônibus foi arrastado por vários metros. “Neste momento, alguns corpos passaram para a parte inferior, o que causou graves ferimentos. Algumas vítimas foram ejetadas e outras seis ficaram presas sob o veículo”, explicou Souza. Foi necessário revirar o ônibus para que os corpos pudessem ser resgatados.

A gravidade dos ferimentos também impossibilitou o reconhecimento visual por parte de familiares. Em alguns casos, os peritos recorreram à coleta de digitais para confirmar a identidade das vítimas. Os passageiros eram oriundos de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Investigação em andamento

O delegado responsável pelo caso, Luciano Alves dos Santos, afirmou que o inquérito está em fase avançada, mesmo com o curto tempo desde o acidente. A previsão é de que o laudo final seja concluído em até 30 dias.

Durante depoimento, o motorista do ônibus relatou ter visto um vulto ou reflexo na pista antes de perder o controle da direção. O condutor, de 58 anos, afirmou estar acostumado a realizar aquele trajeto semanalmente e trabalha como motorista há 32 anos. Ele prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado em seguida.

Ainda de acordo com o delegado, o ônibus da empresa Real Expresso estava em situação regular e foi fabricado entre os anos de 2019 e 2020. O veículo era conduzido por apenas um motorista no momento do acidente.

 

“As investigações contam com provas materiais, testemunhais e perícia técnica. Três peritos e dois legistas participaram da apuração no local. Ao final, o laudo vai apontar com precisão as causas do acidente”, concluiu o delegado.



Deixe seu Comentário


 topo

Seja visto por centenas de pessoas diariamente

Cadastre-se agora mesmo em nosso guia comercial, conheça agora mesmo nossos planos !